O Corinthians conquistou a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro desde a demissão de Cristóvão Borges. Na noite desta quarta-feira, na Arena Pantanal, a equipe que ainda é dirigida por Fábio Carille e prepara-se para recepcionar Oswaldo de Oliveira como o seu novo comandante enfim reagiu e derrotou o vice-lanterna Santa Cruz por 4 a 2. Os gols foram de Guilherme (2), Marlone e Lucca para o time paulista e de Grafite e Keno para o pernambucano.

O triunfo no provável jogo de despedida de Carille como treinador foi o primeiro do Corinthians na competição desde 8 de setembro. Na ocasião, o Sport, ex-clube de Oswaldo de Oliveira, acabou batido por 3 a 0 em Itaquera. A partir de então, seguiram-se derrotas para Santos (2 a 1), Palmeiras (2 a 0), Fluminense (1 a 0) e Botafogo (2 a 0), além de empates com Coritiba (1 a 1) e Atlético-MG (0 a 0).

Mesmo com a reabilitação, o Corinthians ainda não ingressou na zona de classificação para a Copa Libertadores da América. Ficou na oitava posição, com 45 pontos ganhos. O Santa Cruz totaliza somente 23 e está cada vez mais próximo da segunda divisão nacional.

Os dois times voltarão a entrar em ação no domingo. Talvez já com Oswaldo de Oliveira no banco de reservas, o Corinthians receberá o lanterna América-MG em Itaquera, enquanto o Santa Cruz irá ao Moisés Lucarelli para enfrentar a Ponte Preta.

O jogo – Contando com a maioria do público a seu favor na Arena Pantanal, para onde o Santa Cruz levou a partida com a intenção de lucrar, o Corinthians ficou próximo de satisfazer o seu público logo no primeiro minuto. Marquinhos Gabriel avançou pela direita e fez ótima enfiada de bola para Marlone, que, livre do outro lado, chutou para fora.

O Corinthians até tentou aproveitar o susto que deu no Santa Cruz para assumir o controle do jogo. Não conseguiu. Em pouco tempo, a equipe pernambucana conteve as triangulações entre Giovanni Augusto, Rodriguinho, Marquinhos Gabriel e Marlone e passou a incomodar principalmente com a movimentação de Keno, que sempre procurava Grafite dentro da área.

Marlone teve boa atuação e foi decisivo para a virada, já no segundo tempo (foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians)

O problema era que o veterano centroavante do Santa Cruz e o próprio Keno não pareciam estar em uma noite inspirada para finalizar a gol. Eles batiam fraco ou sem direção quando tinham a oportunidade. Aos 26 minutos, contudo, Grafite recebeu uma enfiada de bola na esquerda, ganhou de Pedro Henrique (que pediu falta no lance) na força, levou para a linha de fundo e soltou o pé. Parou no goleiro Walter e na trave.

O gol sairia três minutos mais tarde. Em outra investida pela esquerda, Keno foi bem lançado em profundidade por Uillian Correia e concluiu colocado. Walter deu rebote, e, desta vez, Grafite não perdoou. O centroavante arrematou firme, acertando o travessão e a rede, para inaugurar o marcador na Arena Pantanal.

O pouco criativo Corinthians se lançou ao ataque a partir de então, empurrado pelos berros de um frenético Fábio Carille. Reclamou de um pênalti de Danny Morais em Léo Príncipe aos 36 e achou o gol de empate no minuto seguinte. Marlone recebeu um passe de calcanhar de Giovanni Augusto na lateral direita, correu em direção à área e cruzou. Lá dentro, o até então apagado Guilherme dominou a bola e bateu no canto, certeiro.

A igualdade reanimou o Corinthians, que foi para o vestiário confiante no intervalo. Do outro lado, havia abatimento entre Grafite e seus companheiros. A frustração aumentaria logo aos dois minutos do segundo tempo. Acionado por Camacho na ponta direita, Marlone fez bela jogada ao puxar a bola para dentro e chutar cruzado, na rede.

Criticado por suas substituições, Carille está próximo de se despedir do comando corintiano (foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians)

Com a sua torcida em êxtase, o Corinthians não diminuiu o ritmo e aumentou a vantagem sobre o Santa Cruz rapidamente. Aos nove, Giovanni Augusto levantou a bola na área, e Guilherme mostrou o oportunismo de um centroavante de origem para cabecear, de peixinho, para dentro.

O Santa Cruz se desestabilizou ainda mais. O técnico Doriva procurou recuperar o seu time com as entradas de Marion, Bruno Moraes e Wagner nos lugares de Jadson, Grafite e João Paulo. No Corinthians, Fábio Carille irritou a torcida ao promover alterações defensivas, com o contestado Willians e Cristian nas vagas de Camacho e Giovanni Augusto.

Chamando o Santa Cruz para o campo de ataque, o time corintiano acabou castigado. Aos 35, Keno tirou proveito de uma sobra de bola na entrada da área, depois de boa troca de passes, e calibrou o pé para colocar no canto da meta defendida por Walter. A reação pernambucana, contudo, parou aí, apesar da pressão que o Corinthians aceitou nos minutos finais de partida.

Aos 46 minutos, veio o alívio para o time de Fábio Carille. Após Marlone cobrar uma falta da direita, a bola sobrou para Marquinhos Gabriel cruzar do outro lado. Lucca, que havia substituído Guilherme, esticou-se com um carrinho para fechar a contagem na Arena Pantanal.

Lucca desencantou nos acréscimos e trouxe alívio ao Corinthians, que era pressionado (foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians)

FICHA TÉCNICA
SANTA CRUZ 2 X 4 CORINTHIANS

Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Data: 12 de outubro de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Assistentes: Eduardo de Souza Couto (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
Cartões amarelos: Néris e Marion (Santa Cruz); Marquinhos Gabriel e Willians (Corinthians)
Gols: SANTA CRUZ: Grafite, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Keno, aos 35 minutos do segundo tempo; CORINTHIANS: Guilherme, aos 37 minutos do primeiro tempo e aos 9 minutos do segundo tempo; Marlone, aos 2, e Lucca, aos 46 minutos do segundo tempo

SANTA CRUZ: Edson Kolln; Léo Moura, Néris, Danny Morais e Roberto; Uillian Correia, Jadson (Marion) e João Paulo (Wagner); Arthur, Grafite (Bruno Moraes) e Keno
Técnico: Doriva

CORINTHIANS: Walter; Léo Príncipe, Pedro Henrique, Balbuena e Uendel; Camacho (Willians), Giovanni Augusto (Cristian), Marquinhos Gabriel, Rodriguinho e Marlone; Guilherme (Lucca)
Técnico: Fábio Carille

Um chute despretensioso e um reserva que "estreou" nesta quarta-feira garantiram a vitória do Corinthians sobre o Atlético Paranaense por 1 a 0, nesta quarta-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela 33.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Giovanni Augusto, que poucos acreditavam que ainda poderia ajudar a equipe, e Walter, suplente que pode deixar o clube por falta de espaço, fizeram com que a partida lembrasse muitas que aconteceram no primeiro turno. Sem grande atuação, a equipe do técnico Fábio Carille somou mais três pontos e deu mais um passo rumo ao título.

Reservas fazem a diferença e Corinthians derrota Atlético-PR na Arena

Com o resultado, o Corinthians chegou aos 65 pontos e, pelo menos, manterá a vantagem de seis pontos para o vice-líder. Giovanni Augusto entrou no decorrer do segundo tempo, possivelmente pelo fato de Jadson estar suspenso e não poder ser utilizado, acertou um chute fraco que Weverton aceitou. Antes, o estreante Walter pegou um pênalti de Nikão que claramente deixou a equipe paranaense abatida. A noite só não foi perfeita para o goleiro porque na reta final da partida ele sofreu uma lesão, teve que deixar o jogo e pode não conseguir aproveitar a oportunidade enquanto Cássio está na seleção brasileira.

Em muitos jogos do primeiro turno, o Corinthians não fez uma grande atuação, mas conseguia "achar um gol", como aconteceu nesta quarta-feira. Aos torcedores que imaginavam ver novamente a boa atuação após a contundente vitória sobre o Palmeiras, viu um time acuado e que preferiu esperar alguma chance para marcar um gol.

A primeira etapa do jogo ficou marcada pelas jogadas ríspidas e pelo domínio de jogo do Atlético Paranaense. O Corinthians teve apenas uma oportunidade, em tentativa de Romero defendida por Weverton. No resto do tempo, a equipe da casa foi melhor.

O caminho encontrado pelos paranaenses para tentar abrir o placar foi justamente pelo meio da defesa corintiana, que estava desfalcada com a ausência do volante Gabriel, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Entretanto, as duas melhores oportunidades do Atlético Paranaense foram de bola parada.

Aos 19 minutos, Gedoz acertou uma cobrança de falta cheio de efeito e carimbou a trave de Walter. Aos 32, o reserva de Cássio, que estreava na temporada justamente nesta quarta-feira, mostrou o motivo de, mesmo não sendo aproveitado por Fábio Carille, ainda ter mercado em grandes clubes. O São Paulo é um dos que tentam contratá-lo para a próxima temporada.

Nikão fez jogada individual e, ao tentar cruzar, chutou a bola no braço de Fagner. Pênalti para o Atlético Paranaense. Na cobrança, o meia chutou quase no meio do gol, Walter saltou e fez a defesa com o pé. O atleticano não foi bem na cobrança, mas o corintiano também teve seus méritos por ter demonstrado calma e não tentar adivinhar o canto.

Além das chances de gol, o primeiro tempo também mostrou dois times agressivos em alguns momentos. Em vários momentos, jogadores se estranharam e comissões técnicas e reservas espernearam no lado de fora, pedindo cartão e faltas.

As duas jogadas mais violentas foram de Pablo, que pisou na região da costela de Lucas Fernandes, após o meia cair no gramado, e, pouco depois, de Thiago Heleno, que deu um carrinho muito perigoso que poderia ter machucado com gravidade o paraguaio Romero. Sem cartão vermelho para nenhum dos dois.

No segundo tempo, os dois times caíram de rendimento e as chances de gol diminuíram. O último passe de ambas equipes sempre saia errado. Para tentar conseguir algo diferente, Fábio Carille decidiu mexer no time, principalmente no meio de campo. O problema era achar opção, já que não tinha Gabriel e Jadson (ambos suspensos) e Marquinhos Gabriel (machucado). Assim, o treinador precisou apelar para Giovanni Augusto e Paulo Roberto, que têm sido pouco aproveitados, nos lugares de Clayson e Maycon, respectivamente.

A partida parecia que acabaria no 0 a 0, quando Giovanni Augusto, aos 31 minutos, acertou um chute despretensioso, Rodriguinho passou na frente de Weverton e acabou atrapalhando o goleiro. Falha feia. E antes de acabar a partida, Walter foi cobrar um tiro de meta, sentiu uma lesão e precisou deixar o gramado - Caíque França entrou. Sua situação preocupa para a sequência, já que Cássio ainda ficará de fora por mais dois jogos.

Os minutos finais foram de pressão do Atlético Paranaense, mas como aquele Corinthians do primeiro turno, o time se segurou e mesmo sem o brilho da partida contra o Palmeiras, na rodada passada, conquistou duas vitórias consecutivas pela primeira vez no segundo turno e se aproximou mais de colocar a mão na taça.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-PR 0 x 1 CORINTHIANS

ATLÉTICO-PR - Weverton; Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Fabrício; Pavez, Lucho González, Lucas Fernandes (Matheus Anjos), Felipe Gedoz (Douglas Coutinho) e Nikão (Pablo); Ribamar. Técnico: Fabiano Soares.

CORINTHIANS - Walter (Caíque França); Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Camacho, Maycon (Paulo Roberto), Rodriguinho, Clayson (Giovanni Augusto) e Romero; Jô. Técnico: Fábio Carille.

GOL - Giovanni Augusto, aos 31 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Thiago Heleno e Fabrício (Atlético-PR); Maycon (Corinthians).

ÁRBITRO - Wagner do Nascimento Magalhães (Fifa/RJ).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

O Corinthians apresentou na manhã desta quinta-feira o atacante Jô, revelado pelo clube na década passada, nome que inicia a reformulação do elenco visando à temporada 2017. Incomodada com as críticas pelo desmonte do time campeão brasileiro de 2015, a diretoria adota cautela para a chegada de novos meias, mas admite que já foi atrás do meia Wagner, ex-Cruzeiro e atualmente no Tianjin Teda, possível próximo reforço.

Atacante do Boca não irá para a Libertadores de 2017 (Foto: Pablo Porciuncula/AFP)

As tratativas ganharam mais força nesta semana quando o armador teve a garantia de seu advogado que está livre para negociar com outros clubes após uma rescisão unilateral do contrato com a equipe chinesa. A cúpula alvinegra já deixou claro seu interesse, fez uma proposta salarial e recebeu uma contraproposta com um pedido superior. Na avaliação dos envolvidos, porém, a diferença não será empecilho.

O que pode melar a negociação é o fato de os alvinegros não estarem garantidos na disputa da Copa Libertadores do ano que vem, vista como boa fonte de renda e de visibilidade pelos nomes sondados. Além de Wagner, o Timão tenta fechar com um nome para a posição de primeiro volante, já que Willians deixará o clube ao final de seu contrato, e um zagueiro.

Sem nomes definidos, o Alvinegro busca “oportunidades” de mercado e já foi alertado pelo técnico Oswaldo de Oliveira sobre algumas delas, principalmente sobre jogadores que atuaram recentemente com o treinador. Gabriel, volante que amarga a reserva do Palmeiras, é um dos que o treinador gostaria de ter no elenco. Segundo as pessoas ouvidas pela reportagem, porém, ainda não houve qualquer contato com nomes afora Jô, Wagner e o jovem Luidy, do CRB-AL, já contratado.

A ideia dos diretores é segurar a busca por nomes para dar mais confiança ao elenco, que busca uma vaga no G6 do Brasileiro. Descartando também qualquer premiação em dinheiro para incentivar os atletas, o Corinthians considera que o atual grupo, com 31 jogadores, além dos 13 nomes emprestados, tem quase tudo o que é suficiente para um bom ano em 2017.

Tevez não vem

O argentino Carlitos Tevez mais uma vez voltou à pauta do clube após a eliminação do Boca Juniors na Copa Argentina, nesta quarta, que tirou dos xeneizes qualquer chance de se classificar à Libertadores de 2017. Questionado sobre as chances de adquirir os direitos do jogador, porém, o diretor de futebol alvinegro, Flavio Adauto, foi enfático. “Não vejo essa possibilidade”, encerrou.

Não foi desta vez que o São Paulo acabou com angústia de seu torcedor e saiu de campo com uma vitória no Morumbi. Pela quinta vez consecutiva, o quarto jogo seguido pelo Campeonato Brasileiro, o Tricolor tropeçou no Cícero Pompeu de Toledo. Desta vez, o empate por 0 a 0 com o Coritiba, que briga apenas para fugir do rebaixamento, expôs, além de tantas deficiências técnicas da equipe, o abatimento de um elenco que sofreu até agressões na véspera da 22ª rodada, em protesto de torcedores organizados.

Aliás, torcida é um fator que o São Paulo terá de se acostumar a não ter enquanto não apresentar uma reação, pelo que ficou evidenciado neste domingo. Apenas 7.836 pessoas foram ao palco tricolor, a princípio, para apoiar, mas também não deixou de manifestar suas insatisfações com vaias e xingamentos pontuais a Michel Bastos, mais uma vez principal alvo das arquibancadas.

A igualdade deixa a equipe de Ricardo Gomes estacionada na 11ª posição, agora com 28 pontos, cada vez mais perto da zona de rebaixamento. O Coxa Branca, que praticamente só se defendeu no confronto, apesar de ter desperdiçado uma chance incrível que parou nos pés de Denis, também não tem muito o que comemorar. Os paranaenses ficam com 26 pontos, na 15ª colocação.

A próxima rodada está marcada apenas para o dia 7 de setembro, uma quarta-feira, para os dois clubes. O São Paulo terá o clássico contra o Palmeiras, no Palestra Itália, às 21h45. No mesmo dia e horário, o Coritiba receberá o Grêmio no estádio Couto Pereira.

Buffarini, suspenso, e Mena e Cueva, convocados por suas seleções, já serão desfalques certos para Ricardo Gomes, que também não deverá ter Bruno e Rodrigo Caio por causa de lesões.

História que se repete
O clima no Morumbi era pesado já antes da bola rolar. O protesto violento de alguns torcedores na véspera da partida, como não podia de ser, se refletia no semblante e no futebol dos atletas tricolores, que não tiveram o apoio que seu capitão Maicon tanto cobrou durante uma rápida e tensa reunião com alguns organizados no CT da Barra Funda.

Os poucos que se dirigiram ao estádio Cícero Pompeu de Toledo ainda se mostraram dispostas a tentar ajudar a tirar o time da lama. O hino foi cantado e os tradicionais cânticos também, mesmo que com um ímpeto não tão empolgante.

Mas, bastaram alguns minutos de bola rolando para o apoio se tornar impaciência mais uma vez. Armado com uma linha de cinco jogadores no meio de campo, tendo apenas Chavez como referência, o São Paulo batia cabeça ao tentar organizar suas tabelas, quanto Buffarini seguia excessivamente afobado até receber o cartão amarelo que o tira do clássico contra o Palmeiras.

Mesmo assim, chances foram criadas, mas, quando a fase não é boa… Primeiro, Cueva finalizou de longe e viu a bola raspar a trave de Wilson, o que até inflamou parte dos fãs, mas, logo o jogo se amornou.

O clima só ficou quente de novo quando Michel Bastos e Andres Chavez inciaram uma discussão em campo que precisou da intervenção do meia peruano. Na sequência, o argentino acabou desperdiçando uma grande chance, ao completar cruzamento de Mena para fora. O auxiliar assinalou impedimento, mas não amenizou a revolta do próprio jogador, que voltaria a falhar feio na jogada posterior, desta vez sem interferência da arbitragem.

O zagueiro do Coxa, Lucas Claro, cruzou uma bola na frente de sua área e propiciou o contra-ataque mortal. Cueva foi rápido e serviu Andres Chvez, que parou na espetacular defesa de Wilson. Foi o estopim para reinício dos protestos. Com o apito para o intervalo, o alvo voltou a ser Michel Bastos, sempre o mais perseguido, principalmente pelas torcidas organizadas do clube. Os xingamentos ofuscaram até mesmo aqueles que apenas vaiam e pediam raça.

Na etapa final, a maior mudança foi mesmo apenas troca de lado das duas equipes. O Coritiba seguia apenas esforçado na marcação e em busca de um milagroso contra-ataque, que parecia inexistir. Já o São Paulo continua na sua luta pelo gol que talvez lhe desse mais tranquilidade.

Chavez, apesar de tarde não tão inspirada, era quem mais criava perigo com seus fortes chutes de canhota e com suas cabeçadas certeiras. O problema era passar por Wilson, que se mostrava seguro sempre que requisitado. Ricardo Gomes, então, resolveu mexer. E ao tirar Michel Bastos, voltou a criar um clima hostil no Morumbi com muitas vaias direcionadas ao camisa 7, que deu lugar a Luiz Araújo.

E se o Coritiba esperava uma brecha da defesa tricolor para ser fatal, o time paranaense não pode reclamar, pois não foi uma. E sim duas grandes chances. Primeiro, Neto Berola cabeceiou livre, livre de dentro da área, mas por cima do gol. Depois, já aos 19 minutos, Raphael Veiga recebeu cruzamento rasteiro e, de frente para Denis, viu o camisa 1 salvar os mandantes com os pés.

O castigo quase chegou pelos pés de Thiago Mendes, mas Wilson queria fazer seu nome em cima dos são-paulinos, que pressionavam, mesmo que na base do ‘cada um por si’, mas faziam em campo aquilo que a torcida tanto pedia já desesperadamente. O problema é que, como nas últimas quatro partidas em casa, não surtiu efeito e as vaias novamente deram o tom com o apito final.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO – X 0 CORITIBA

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 28 de agosto de 2016, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL)
Assistentes: Esdras de Lima Albuquerque e Pedro Jorge de Araújo (ambos de AL)
Cartões amarelos: SÃO PAULO: Buffarini, Mena. CORITIBA: Edinho.
Público: 7.836 pessoas
Renda: R$ 182.596,00

SÃO PAULO: Denis; Julio Buffarini, Maicon, Lyanco e Eugenio Mena; Hudson, Thiago Mendes, Michel Bastos (Luiz Araújo), Kelvin (Pedro) e Christian Cueva; Andres Chavez
Técnico: Ricardo Gomes

CORITIBA: Wilson; Dodô, Luccas Claro, Juninho e Benítez; João Paulo (Walisson), Edinho, Juan e Raphal Veiga; Vinícius (Iago) e Neto Berola (Ortega).
Técnico: Paulo César Carpegiani

 

Faltando menos de um mês para o início do Campeonato Paulista, que começa em 17 de janeiro, os clubes grandes de São Paulo correm contra o tempo para conseguir realizar todos os ajustes necessários para fazer bonito em 2018. Até o momento, foram poucas alterações e a expectativa é a de que mais mudanças aconteçam no início do ano que vem. O Corinthians é quem menos mexeu no elenco por enquanto. Já o Palmeiras é quem fez mais mudanças.

De alterações confirmadas, o Corinthians tem seis em seu grupo de jogadores. Deixaram o elenco Pablo, Guilherme Arana, Jô e Marciel e chegaram Júnior Dutra e Renê Júnior. Destes, o jogador que, na teoria, deverá fazer menos falta é Marciel, que vai por empréstimo para a Ponte Preta após ter sido pouco aproveitado neste ano pelo técnico Fábio Carille.

(Foto: Federação Paulista de Futebol) - Grandes paulistas têm poucas mudanças em elencos

Já Pablo aguarda para saber seu futuro. Ele tem contrato com o Bordeaux, mas o clube francês pretende negociá-lo. Sem acordo para renovar com o Corinthians, o defensor chegou a ser comentado no Flamengo, Atlético-MG e Palmeiras, mas ainda não acertou com nenhum clube. Já Guilherme Arana foi para o Sevilla, da Espanha, e Jô está de malas prontas para defender o Nagoya Grampus, do Japão.

Por outro lado, Carille sabe que terá pelo menos duas caras novas no elenco. O volante Renê Júnior e o atacante Júnior Dutra. A tendência é que mais reforços cheguem em breve, mas, até o momento, o Corinthians mais perdeu do que ganhou jogador.

No outro extremo, quem mais se mexeu foi o Palmeiras, com nove alterações no total. A principal delas foi no comando do time, que passará a ter Roger Machado como treinador. Chegaram ainda o goleiro Weverton (Atlético-PR), o zagueiro Emerson Santos (Botafogo), o lateral-esquerdo Diogo Barbosa (Cruzeiro) e o meia Lucas Lima (Santos).

E não vestirão a camisa alviverde em 2018 o goleiro Vinicius Silvestre, que vai para a Ponte Preta; o lateral-esquerdo Egídio, anunciado como reforço do Cruzeiro; e o volante Arouca e o atacante Erik. Ambos foram para o Atlético-MG por empréstimo.

O São Paulo conta com oito alterações, mas apenas duas caras novas e uma delas nem tão nova assim. Após se destacar no Brasileirão, emprestado para a Chapecoense, Reinaldo está de volta. Quem também defenderá o clube é o goleiro Jean, que estava no Bahia. Deixaram o clube o atacante Léo Natel, que foi emprestado para o Fortaleza. Já Denis, Lugano, Denilson e Marcinho foram liberados.

Por fim, o Santos é quem aparece com menos novidades. Jair Ventura deverá ser confirmado como técnico após acordo verbal com o clube e, até o momento, o lateral Romário, do Ceará, é o único reforço. Mas já deixaram a Vila Belmiro os atacantes Ricardo Oliveira (Atlético-MG), Nilmar e Thiago Ribeiro, além dos meias Lucas Lima (Palmeiras) e Lucas Crispim, que disputará o Paulista pelo São Bento.

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro terá um orçamento menor que as festas que deram início às últimas edições dos jogos. Sem divulgar o orçamento, os diretores e produtores da cerimônia informaram hoje (4) que o espetáculo vai apostar em projeções, criatividade e no “espírito da gambiarra” e que será lembrado como uma cerimônia cool (descolada).

 

“A gente teve muito menos do que qualquer uma das últimas cerimônias. Trabalhamos usando essa força a nossa favor. Temos uma coisa de alta tecnologia, que é a projeção. Para o resto, nos viramos nos 30, mas acho que vamos entregar”, afirmou o diretor Criativo, Andrucha Waddington, que contou ter recorrido ao centro de comércio popular do Rio de Janeiro.

 

Maracanã

A também diretora Criativa Daniela Thomas explicou que o Estádio do Maracanã impôs algumas dificuldades à cerimônia, como ter portões de entrada de apenas dois metros, cadeiras próximas ao campo e menos espaço para o “palco”, por não ter uma pista olímpica.

“Tínhamos um orçamento muito abaixo da expectativa em relação a um espetáculo dessa natureza, mas acho que estamos acostumados com esse tipo de questão. O espírito da gambiarra é importante aqui no Brasil”, acrescentou Daniela. “Isso não é uma coisa sacrificante. Não é um ‘coitados de nós’. Gambiarra rocks, gambiarra é maravilha, gambiarra é pura criação.”

Para superar essas dificuldades, Daniela disse que os criadores buscaram um “repetório analógico”, consultando, inclusive, técnicas usadas em festas da Grécia e Roma clássicas.

“Não tinham tecnologia, mas não deixavam de encantar”, destacou Daniela. Ela afirmou que as atrações musicais se apresentarão sem receber cachê. Estão confirmados Caetano Veloso, Gilberto Gil, Anitta e Ludmilla, por exemplo. Conforme a diretora, a ideia é misturar a música consagrada no Brasil com sucessos recentes e populares.

 

 

Orçamento

Diretor de Cerimônias da Rio 2016, Leonardo Caetano afirmou que a solução “gambiarra” vai produzir um bom resultado. “Isso não é só statement. Usamos isso no dia a dia, buscando soluções que, no fim, tem efeito espetacular”.

O orçamento da cerimônia de abertura não será divulgado separadamente, segundo a Rio 2016. Em vez disso, será disponibilizado em conjunto com o da cerimônia de encerramento e com as cerimônias paralímpicas.

A explicação do comitê é que os contratos foram firmados para todas as festas e, por isso, há apenas um orçamento. A expectativa é que entre 3 e 5 bilhões de pessoas assistam à cerimônia em todo o mundo e que o público no Maracanã seja de 50 mil pessoas.

 

 


Michel Temer

Os organizadores afirmaram que Michel Temer vai participar da cerimônia de abertura identificado como presidente interino e que não discursará no evento. Temer deve fazer apenas a declaração protocolar de abertura dos jogos.

O produtor executivo da cerimônia, Marco Balich, afirmou que as cerimônias olímpicas entram para a memória coletiva global sem que o chefe de Estado tenha papel de destaque. “Se você olha para trás, não lembra quem eram os chefes de Estado.” Os organizadores negaram que tenham preparado alguma forma de abafar possíveis vaias ao presidente durante a cerimônia. “Nunca pensamos sobre isso”, afirmou Andrucha.

Assalto

O diretor também comentou as informações que circularam nas redes sociais e na imprensa após o ensaio geral da abertura. Meirelles disse que “nunca teve conhecimento” da suposta cena em que Gisele Bundchen seria assaltada por um jovem negro, que, depois, seria perseguido pela polícia. Ele garantiu que isso não faz parte do espetáculo planejado.

Uma novidade antecipada pelo diretor é que os atletas receberão uma semente para ser plantada na área do Parque Radical, estrutura construída para os jogos no Complexo Esportivo de Deodoro. Diversas espécies de plantas serão distribuídas de acordo com a nacionalidade dos atletas. Entre 2017 e 2020, a área deve virar a “Floresta dos Atletas”.

Outra surpresa que Meirelles antecipou foi que as atrizes britânica Judi Dench e a brasileira Fernanda Montenegro farão a leitura de um poema durante a cerimônia. Cada uma deve recitar o texto em sua língua materna.

 

 

Tolerância

Meirelles informou que cerimônia se propõe a passar uma mensagem para o Brasil e o mundo contra intolerância e a favor da paz e da preservação ambiental. O diretor citou a situação política do país, a candidatura de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e o debate dos britânicos para sair ou não da União Europeia, de modo a afirmar que o mundo passa por um momento conflituoso.

“A mensagem que deve ficar nessa cerimônia é a importância da tolerância”.

Essa mensagem, no entanto, terá de ser passada “sem apontar dedos”. Segundo o diretor, foi uma exigência do Comitê Olímpico Internacional que a cerimônia não tivesse conotação política nem religiosa.

 

 

Hiroshima

Meirelles disse ainda que um amigo que trabalha na campanha em homenagem às vítimas da bomba atômica de Hiroshima sugeriu que um minuto de silêncio fosse feito na abertura, já que o evento vai ao ar no Japão na hora que marca os 71 anos da explosão.

A ideia não foi aceita porque seria encarada como um gesto político, já que a bomba foi lançada pelos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial. “O espetáculo fala sobre paz, mas não dá nome aos bois”, concluiu o diretor.

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