A senadora paranaense Gleisi Hofmann (PT-PR) foi “uma das mais beneficiadas nos esquemas ilícitos mantidos pela organização criminosa na Petrobras, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e junto à Odebrecht e à J&F”, afirmou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na denúncia feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (6). As informações são de Jordana Martinez no Paraná Portal.

O procurador-geral da República acusa a ex-presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci, além da senadora e do ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela, de formaram uma organização criminosa no Partido dos Trabalhadores para receber propina desviada da Petrobras durante as investigações da Operação Lava Jato.

R$ 15 milhões nas três campanhas

De acordo com o procurador, a senadora teria recebido cerca de R$ 15 milhões em recursos “ilícitos” para as campanhas de 2008, para a prefeitura de Curitiba, 2010, quando foi eleita senadora, e 2014, na disputa pelo governo do Paraná. Em nenhuma das campanhas há registro de doações da Odebrecht nas declarações feitas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), na disputa pela prefeitura de Curitiba, em 2008, Gleisi teria recebido R$ 150 mil da Odebrecht. Já na campanha de 2010, quando Gleisi foi eleita senadora, ela teria recebido R$ 1 milhão da Petrobras, além de R$ 300 mil da Odebrecht. Para a campanha ao governo do Paraná, em 2014, a doação chegaria a R$ 13,5 milhões; R$ 3,5 milhões da Odebrecht e R$ 10 milhões da JBS.

R$ 7 mi do Ministério do Planejamento

A denúncia acusa ainda Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo de movimentar um esquema de cerca de R$ 7 milhões em propina que seriam cobradas dentro do Ministério do Planejamento.

De acordo com a PGR, Gleisi e Paulo atuaram no Ministério do Planejamento entre os anos de 2009 e 2015 junto ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Durante a gestão de Bernardo na pasta, a empresa de informática Consist era contratada anualmente sem licitação para criar programas de controle de créditos consignados a servidores públicos. Segundo a denúncia, a Consist teria negociado o pagamento mensal de vantagens indevidas a agentes públicos da pasta e a terceiros indicados pelo núcleo político do PT.

As propinas eram calculadas sobre percentuais do faturamento da empresa em decorrência dos serviços e superaram, entre 2010 e 2015, os R$ 100 milhões. A PGR afirma que o esquema só encerrou com a deflagração das fases da Lava Jato, a Pixuleco 1 e 2, nos meses de julho e agosto de 2015.

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