Três dias depois de anunciar que estava estudando um aumento da verba de ressarcimento para despesas de gabinete dos deputados, o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), voltou atrás e desistiu da ideia. Na segunda-feira, Traiano admitiu reajustar o valor, hoje em R$ 31,5 mil mensais por parlamentar, alegando que ele estava congelado desde 2012, e que a Câmara Federal teria aumentado a mesma verba para os deputados federais em 24% no ano passado.

 

Se o valor fosse reajustado nos mesmos 24% da Câmara, ele chegaria a R$ 39.060,00 por parlamentar. O impacto para os cofres públicos seria de R$ 4.898.880,00 anuais. O dinheiro é usado para custear despesas com telefone, transporte e alimentação dos parlamentares e seus assessores.


O presidente da Assembleia recuou depois que tanto o líder da bancada do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), quanto o da oposição, Maurício Requião Filho (PMDB), se declararam contrários à medida, afirmando que em um momento de crise, quando se pede que a população faça sacrifícios, não haveria clima para aumentar a verba.



Assim como em outras capitais brasileiras, o ato em defesa da operação Lava Jato organizado neste domingo (26) pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e o “Vem Pra Rua”, em Curitiba, teve baixa adesão em comparação com as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no ano passado. Cerca de 4 mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar, se mobilizaram para a marcha que começa na praça Santos Andrade e deve percorrer a rua XV de Novembro até a Boca Maldita, neste domingo.

Além da defesa da operação comandada pelo juiz Sérgio Moro, o protesto tinha diversas outras bandeiras, como o fim do foro privilegiado para políticos, críticas à anistia ao caixa dois de campanha e até a revogação do estatudo do desarmamento. Também houve críticas à reforma política e a proposta de voto em lista fechada.

No auge das manifestações pelo afastamento de Dilma Rousseff da presidência, os movimentos chegaram a mobilizar mais de 80 mil pessoas nas ruas da Capital paranaense, no ano passado. Ontem, o juiz Sergio Moro e a Lava Jato dominaram os cartazes na manifestação que começou às 14h30, na Praça Santos Andrade. Gritos de “Moro, Moro” foram ouvidos e cartazes com frases como “Lava Jato, salvação do Brasil” e “A Lava Jato tem que continuar” foram trazidos por manifestantes.

“É uma volta às ruas”, diz Cristiano Roger, coordenador do Curitiba contra a Corrupção, um dos movimentos que participou do ato. Nos carros de som, além dos protestos pelo fim do foro privilegiado e contra o Congresso por tentativas de “abafar” a Operação Lava Jato, os manifestantes pediam “Lula na cadeia”, “fora, comunistas” e prometiam uma “onda verde e amarela” no dia do depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro. “

Divisão - “Há tanta pauta agora que as pessoas estão confusas; é difuso”, disse Gislaine Masollero, coordenadora do Vem pra Rua no Estado. “Nós estamos dando nosso recado ao poder público. Agora, é um processo de continuidade”, comentou Eder Borges, do MBL

Além dos protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) e o Congresso, em especial contra tentativas de abafar a Lava Jato, manifestantes discursavam nos carros de som contra o “molusco” (referência ao ex-presidente Lula), pediam “fora, sindicatos” e prometiam grande manifestação no dia em que o petista irá depor a Moro, na Justiça Federal do Paraná, no dia 3 de maio. Lula foi um dos principais alvos do protesto, com cartazes exibindo dizeres: “Lula ladrão, teu lugar é na prisão”.

Os manifestantes também fizeram referência, no ato de ontem, a políticos do Paraná implicados na Lava Jato ou aliados do PT, como a senadora Gleisi Hoffmann (PT) e o senador Roberto Requião (PMDB). “Requião, aposenta meu irmão” foi um dos gritos ouvidos durante o protesto. Contra Gleisi, houve a lembrança de que ela teria recebido dinheiro do esquema investigado na operação para sua campanha nas eleições de 2010. Entre os lembrados estava ainda o deputado federal Hidekazu Takayama (PSC), que se posicionou contrário ao projeto das “Dez Medidas contra a corrupção”.

A Assembleia Legislativa começa a semana com pauta “quente”. A comissão de Orçamento da Casa vota hoje parecer sobre as polêmicas emendas apresentadas na semana passada pelo governo do Estado que suspendem por tempo indeterminado o reajuste salarial do servidores públicos e prevê o pagamento de promoções e progressões funcionais da categoria.

Assembleia Legislativa vota polêmicas de reajuste e orçamento

Os sindicatos que representam o funcionalismo prometem acompanhar as discussões e tentar convencer os parlamentares de que há alternativas para manter a data-base da categoria e a reposição da inflação em janeiro de 2017, como previsto no acordo aprovado pelo Legislativo em junho de 2015. O governo, por sua vez, aposta no agravamento da crise nos demais estados como argumento para sustentar a alegação de que o Paraná não pode correr o risco de comprometer suas finanças nesse momento. 


Na última quinta-feira, o governo suspendeu as negociações com os sindicatos e encaminhou à Assembleia as emendas que alteram a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017, estabelecendo que o Estado priorizará o pagamento das promoções e progressões em atraso, ao custo de R$ 1,4 bilhão. Já a data-base, que previa reajuste com reposição da inflação de 2016 em janeiro do ano que vem e teria um impacto adicional de R$ 2,1 bilhão no Orçamento de 2017 ficaria suspenso até que haja disponibilidade financeira. A alegação é de que o Estado já está no limite dos gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e que a queda nas receitas provocada pela crise econômica inviabiliza o pagamento da reposição nesse momento. 


Os sindicatos pretendem partir para o “corpo a corpo” com os deputados, para que as emendas do Executivo sejam derrubadas e a Assembleia aprove uma das alternativas apresentadas por eles ao governo para manter a data-base. Entre as ideias está o parcelamento do reajuste com o pagamento de 3% em janeiro, 2% em agosto e 1,85% em setembro e as progressões e promoções de 2015 seriam implantadas em janeiro e as de 2016 em junho. Os atrasados pagos até encerramento do mandato, em dezembro de 2018, em 24 meses. A segunda alternativa é parcelar o reajuste pagando 3% em janeiro e 3,887% em setembro, mantendo o mesmo cronograma para as promoções. 
O Fórum das Entidades Sindicais (FES) alega que a implantação e pagamento das promoções beneficiaria cerca de 80 mil servidores das categorias que tem direito a elas, enquanto o reajuste atenderia a todos os 280 mil funcionários do Estado, incluindo os aposentados. 


Clima - O governo conta com o apoio de sua maioria na Assembleia para aprovar as emendas e manter a suspensão do reajuste. O argumento é de que boa parte dos estados brasileiros sequer vai conseguir pagar em dia o décimo-terceiro de seus servidores, enquanto no Paraná, metade do benefício será pago antecipadamente, no final deste mês. 


A avaliação dos articuladores do Palácio Iguaçu é que não há clima para uma greve do funcionalismo nesse momento de crise e aumento do desemprego. E que as recentes paralisações de categorias como professores e funcionários de escolas já desgastaram os servidores perante a opinião pública. Nesse cenário, seria mais fácil convencer os parlamentares a aprovarem as mudanças na LDO, inclusive a suspensão da data-base. 


A bancada de oposição, por sua vez, aposta no apoio do chamado “bloco independente” e em dissidências na base governista para tentar rejeitar as emendas e estabelecer a manutenção da data-base, mesmo que com o pagamento parcelado do reajuste. E acena ainda com a possibilidade de recorrer à Justiça, em caso de aprovação do texto proposto pelo governo. A alegação é de que a LRF garante a revisão anual dos salários e a reposição da inflação.

Os deputados estaduais analisam na próxima segunda-feira (4) o projeto de lei complementar nº 2/2015 sobre a autorização do Poder Legislativo do Paraná nos casos de aditivos e prorrogação de contratos de concessão de serviços público, o que inclui, por exemplo, o pedágio.

A matéria recebeu emendas durante a segunda discussão em plenário e retornou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Agora, o projeto volta a ser avaliado em plenário. Conforme a Assembleia Legislativa, o projeto pretende aprofundar as discussões sobre o assunto.

 

Preso há mais de uma semana, Branislav Kontic, assessor do ex-ministro Antonio Palocci, tentou suicídio no último sábado (1º). Ele foi detido em São Paulo na 35ª fase da Operação Lava Jato , juntamente com o petista, na segunda-feira passada (26). Na sexta (30), o juiz Sergio Moro acatou o pedido da PF para que tanto a prisão de Palocci quanto a de Kontic fossem convertidas em preventivas, ou seja, sem data para terminar. As informações são de Estelita Hass Carazzai e Bela Megale na Folha de S. Paulo.

 

Kontic é apontado na Lava Jato como um dos responsáveis por intermediar o contato entre o petista e o empresário Marcelo Odebrecht, que também está preso.

 

 

Segundo relatos de agentes e advogados, ele se desesperou e tomou medicamentos em quantidade elevada. Os policiais levaram Kontic para o Hospital Santa Cruz, onde ele foi internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) e submetido a uma lavagem estomacal.

Na segunda (3), o assessor de Palocci teve alta e foi levado para o CMP (Complexo Médico Penal), em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

 

 

No mesmo presídio estão outros envolvidos na Lava Jato, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado André Vargas . Palocci, porém, continua na sede da PF, na capital paranaense.

 

 

Em ofício a Moro, o delegado Igor Romário de Paula solicitou a transferência do investigado “por motivos médicos”.

No Complexo Médico Penal, Kontic ficaria “sob acompanhamento especializado”, escreveu o delegado, que confirmou a internação do último sábado “para acompanhamento médico e realização de exames”, mas não informou o motivo.

 

 

Relatos de investigados na Lava Jato que já estiveram presos tanto na sede da PF quanto no CMP afirmam que rotina no Complexo Penal é melhor, já que em boa parte do dia os detentos podem ficar fora das celas e realizar trabalhos manuais. O mesmo não acontece na sede da PF, onde os presos têm apenas duas horas de sol.

 

 

Procurada, a assessoria da PF confirmou que Kontic passou mal após tomar remédios e foi internado no sábado, mas não informou qual era o problema de saúde. A polícia não confirma a hipótese de suicídio.

O advogado do investigado, José Roberto Batochio, disse que ainda “estava procurando se inteirar do assunto” para saber o que de fato ocorreu.

“Mas sei que, em casos de tanta pressão como esse, muitos chegam a fazer delação premiada e outros podem tomar atitudes mais extremadas”, afirmou o defensor. “A diversidade da alma humana produz esse tipo de reações.”

Após o almoço oferecido na terça-feira (23) pela presidenta Dilma Rousseff a deputados do PTB no Palácio da Alvorada, o líder do partido na Câmara, Jovair Arantes (GO), disse que a bancada apresentou uma proposta alternativa à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O governo considera a recriação da CPMF necessária para o ajuste das contas públicas e a retomada do crescimento.

“A bancada do PTB apresentou (à presidenta) uma proposta que queremos discutir, que não é uma questão de CPMF. Não é criando CPMF e um novo imposto diferenciado que se vai realmente resolver a situação. Vamos apresentar (a proposta) depois para a sociedade, desde que a presidenta aceite como sendo uma medida importante para o país. A presidenta tem dito que quem tiver uma proposta melhor que a CPMF que apresente. Ela ficou de analisar o documento que trouxemos para discussão”, afirmou Jovair, que não quis adiantar o teor da proposta.

dilma-discurso2wilson-diasagencia-brasil

Dilma começa nesta semana a se reunir com as bancadas da base aliada para pedir apoio para a votação de matérias de interesse do governo, como a reforma da Previdência.

“Viemos aqui, ouvimos a presidenta, discutimos, fizemos várias sugestões e, a partir daí, vamos ver como vai ser o procedimento da questão política. Vivemos uma crise muito grande, política, econômica e inclusive moral. O pedido que a presidenta faz é que tenhamos comprometimento e compromisso de analisar as questões que ela vai mandar (para o Congresso) de recuperação econômica e do mercado de trabalho, além da questão da previdência”, disse Jovair Arantes.

Segundo o líder do PTB, a prisão do publicitário João Santana, que coordenou as campanhas presidenciais da presidenta Dilma e a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em 2006, não foi discutida na reunião entre Dilma e 19 deputados petebistas.

PRADO PANIFICADORA
PainiAdvogado
FERNANDO LINO
JR Lava Jato
PRIME2
DEPOSITO JAPURA lateral

Who's Online 

Temos 51 visitantes e Nenhum membro online

redezabini
Restaurante do toninho
NICOLASGAZS1
novo 4
Novo 5

Rádio Qcnews

Scroll to top